PROJETO DE TCC
A REPRESENTAÇÃO DA IDADE MÉDIA ATRAVES DE FILMES
JUSTIFICATIVA
Esse projeto visando o tema “A Representação da Idade Média através de Filmes” tem como justificativa analisar a postura dos filmes hollywoodianos sobre o período da Idade Média. Levando em consideração o tempo em que vivemos e com que intencionalidade esse período foi abordado por esses estúdios ao nos apresentar esse período. E perceber a importância que isso nos trás para os dias contemporâneos ao retratarem um período que ficou conhecido como a “Idade das Trevas”.
OBJETIVO
O objetivo desse trabalho visa estudar os filmes hollywoodianos como ponto principal do tema a ser abordado e tenta compreender a representação da Idade Média analisando como o enredo, a construção do personagem e a relação com o período abordado foram produzidas.
FONTES
Filme: Caças as Bruxas
Filme: Morte Negra
Filme: Robbin Hood
Filme: Pilares da Terra
Filme: Henrique IV-O Grande Rei da França
CRONOGRAMA
ETAPAS jul ago set out nov dez
Levantamento Bibliográfico
Leitura e Fichamento das Obras X
Leitura das Fontes X
Continuação da Leitura das Fontes e Bibliografia X X X X X X
Redação Final do Trabalho X X X
BIBLIOGRAFIA
BLOCH, Marc. Apologia da História: ou oficio de historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zarah Editor, 2001
LE GOFF, Jacques. História e Memória. São Paulo: Editora da Unicamp, 1994.
PINSKY, Carla B. (org.) Fontes Históricas. 2. ed.- São Paulo: Contexto, 2006.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
ANALISE HISTORIOGRAFICA
DISCUTA COMO A HISTORIOGRAFIA ABORDA O PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA REPUBLICA
Inicialmente a autora nos explica que os documentos foram escritos entre as décadas de 60 e 80tendo como objetivo explicar a passagem do Império para Republica. Outra coisa que a autora fala é que devemos levar em consideração o período que foi escrito o documento já que é a partir dele que se começa a questionar sobre o passado.
Entretanto na própria historiografia Janotti nos fala que a Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro não faz muita questão de falar da passagem da monarquia para a republica, já que esse tema não interessava muito para a revista no momento. Mas não só a revista mais também muitos intelectuais da época não sabiam o que escrever sobre o período já que a monarquia terminava e entrava a republica com muitas perguntas e poucas respostas trazendo muitas duvidas aos pesquisadores da época.
Com a historia contemporânea começaram a fazer uma historiografia dos anos inicias da República,dizendo que a passagem do Império para Republica foi feita de maneira passiva,mas que em 1910 houve uma ruptura desse pensamento já que essa transição foi feita de luta entre civis e militares. Mas a maioria da historiografia divulgada tende a valorizar a figura do civil como o percussor do desenvolvimento do país,tendo a figura dos cafeicultores paulista como exemplo.
Nos anos 70 a historiografia teve como destaque os estudos políticos tendo como principal foco a criação do Partido Republicano,Liberal e Conservador.Outra característica que a historiografia teve foi a nova ideologia que implantou na cabeça dos militares tendo o discurso positivista como seu mentor e deixando de lado a pratica militar.
O tema social teve como estudo as diferentes classes urbanas (burguesia agrária e industrial,ex-escravos,trabalhadores livres e etc.).
A historiografia econômica fica por conta dos paulistas (agrária,industrial,financeiro) que por muito tempo foi modulado como historia econômica do Brasil,dando todo o prestigio aos paulistas.A historia de São Paulo era a historia do Brasil,já que era nesse estado que tudo de mais importante(ate o momento achavam) acontecia.
Nos anos 70 e 80 a produção historiográfica largou a historia de longa duração,dando importância a historia do individuo como produtor da historia nacional.
Inicialmente a autora nos explica que os documentos foram escritos entre as décadas de 60 e 80tendo como objetivo explicar a passagem do Império para Republica. Outra coisa que a autora fala é que devemos levar em consideração o período que foi escrito o documento já que é a partir dele que se começa a questionar sobre o passado.
Entretanto na própria historiografia Janotti nos fala que a Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro não faz muita questão de falar da passagem da monarquia para a republica, já que esse tema não interessava muito para a revista no momento. Mas não só a revista mais também muitos intelectuais da época não sabiam o que escrever sobre o período já que a monarquia terminava e entrava a republica com muitas perguntas e poucas respostas trazendo muitas duvidas aos pesquisadores da época.
Com a historia contemporânea começaram a fazer uma historiografia dos anos inicias da República,dizendo que a passagem do Império para Republica foi feita de maneira passiva,mas que em 1910 houve uma ruptura desse pensamento já que essa transição foi feita de luta entre civis e militares. Mas a maioria da historiografia divulgada tende a valorizar a figura do civil como o percussor do desenvolvimento do país,tendo a figura dos cafeicultores paulista como exemplo.
Nos anos 70 a historiografia teve como destaque os estudos políticos tendo como principal foco a criação do Partido Republicano,Liberal e Conservador.Outra característica que a historiografia teve foi a nova ideologia que implantou na cabeça dos militares tendo o discurso positivista como seu mentor e deixando de lado a pratica militar.
O tema social teve como estudo as diferentes classes urbanas (burguesia agrária e industrial,ex-escravos,trabalhadores livres e etc.).
A historiografia econômica fica por conta dos paulistas (agrária,industrial,financeiro) que por muito tempo foi modulado como historia econômica do Brasil,dando todo o prestigio aos paulistas.A historia de São Paulo era a historia do Brasil,já que era nesse estado que tudo de mais importante(ate o momento achavam) acontecia.
Nos anos 70 e 80 a produção historiográfica largou a historia de longa duração,dando importância a historia do individuo como produtor da historia nacional.
FICHAMENTO
Cândido Antonio “A Revolução de 1930 e a cultura “IN.Novos estudos SP Cebrap1984 volume 2 N:4 pág 27 A 36
O autor inicia o artigo dizendo que a Revolução de 30 foi marco histórico para nossa sociedade pois foi um movimento de unificação cultural coisa até então não existente já que cada região se preocupava com aquilo que lhe era de interesse muitos setores se ampliaram após a 1930 como a vida artistica e literária ,instrução pública ,estudos histórico e sociais ,meios de difusão cultural (TV,radio ) ,com isso a ideologia se consciente ou entre os intelectuais e artistas de época.
“Os anos 30 foram de engajamento político, religioso e social no campo da cultura “(p.p27e28)
No assunto educacional Cândida explica que a reforma deu-se antes do movimento revolucionário, ou seja, que em muitas cidades duraram de ter o ensino tradicionalista pelos novos métodos pedagógico (“escola nova”), mas que em 1930 esse modelo de ensino se deu em escala nacional e acabou ficando conhecido como “escola novistas”. Esse novo modelo de ensino tinha como objetivo melhorar a consciência do votante e aprofundar cada vez mais a elite votada.
“Nós sabemos que (...) as reformas na educação não geraram mudanças essenciais na sociedade, porque não modificam a sua estrutura e o saber continua mais ou menos como privilégio. (...) Na América latina, até hoje só ocorreu em Cuba a partir de 1959” (p.p 28).
Em 1930 estabeleceram no Brasil as novas faculdades de Filosofia.
O artigo começa a abordar o assunto sobre literatura tinha um caráter excepcional, restrito e contundente próprio da vanguarda .A literatura predominante e mais aceita na época era a que tinha a literatura portuguesa como exemplo ,ou seja ,era uma cultura fingida feita para que os estrangeiros a vissem já a poesia teve um grande salto de evolução entre 1930 e 1940 pois foi quando a consolidação e difusão da poética modernista entrar em cena mas após essa década a extensão da literatura regional foi que teve seu grande destaque ,cuja seu significado passou a se tornar como caráter nacional ,ou seja ,ligada a própria literatura brasileira.
“Foi como se a literatura tivesse desenvolvido para o leitor uma visão renomada, não convencional, do seu país visto como um conjunto diversificado, mas solidário” (p.p 30).
No Brasil ,assim como a Europa e os Estados Unidos ,os intelectuais começaram a seguir novas ideologias como o consumismo e o fascismo, por exemplo, deixando expor sua opinião política. Os anos 30 foram o período em que mais houve adeptos ao movimento esquerdista e curiosos a respeito da União Soviética. O autor destaca que também nesse período surgiram os primeiros livros Marxistas, dando destaque aos escritores Castro Rebelo e Caio Prado Junior.
Candido comenta brevemente que quanto ao negro,a grande colaboração veio dos próprios brancos ao estudarem esse tema.Ele destaca os autores Gilberto Freyre,Nina Rodrigues,Arthur Ramos,Sergio Buarque de Holanda e novamente Caio Prado Jr.
“Lembre-se nesta chave o papel dos recém-fundados cursos superiores de filosofia, ciência sociais, historia, letras, bem como a difusão do ensino da sociologia no nível médio.Isto contribuiu para desenvolver o critico analítico nos estudos sobre o Brasil,com incremento do interesse pelos grupos ate então menos estudados,ou estudados com ilusões deformadoras:alem do negro,o índio,o trabalhador rural,o operário,o pobre” (p.p 32).
O autor finaliza o artigo dizendo que a Revolução de 30 foi positiva no campo cultural, já que abriu nova “porta democrática” possibilitando a todos o acesso a cultura, destacando o novo estilo de poesia, a musica como arte, a nova literatura e entre outros, sendo por tanto a nova cultura moderna que entrava em cena nesse momento.
O autor inicia o artigo dizendo que a Revolução de 30 foi marco histórico para nossa sociedade pois foi um movimento de unificação cultural coisa até então não existente já que cada região se preocupava com aquilo que lhe era de interesse muitos setores se ampliaram após a 1930 como a vida artistica e literária ,instrução pública ,estudos histórico e sociais ,meios de difusão cultural (TV,radio ) ,com isso a ideologia se consciente ou entre os intelectuais e artistas de época.
“Os anos 30 foram de engajamento político, religioso e social no campo da cultura “(p.p27e28)
No assunto educacional Cândida explica que a reforma deu-se antes do movimento revolucionário, ou seja, que em muitas cidades duraram de ter o ensino tradicionalista pelos novos métodos pedagógico (“escola nova”), mas que em 1930 esse modelo de ensino se deu em escala nacional e acabou ficando conhecido como “escola novistas”. Esse novo modelo de ensino tinha como objetivo melhorar a consciência do votante e aprofundar cada vez mais a elite votada.
“Nós sabemos que (...) as reformas na educação não geraram mudanças essenciais na sociedade, porque não modificam a sua estrutura e o saber continua mais ou menos como privilégio. (...) Na América latina, até hoje só ocorreu em Cuba a partir de 1959” (p.p 28).
Em 1930 estabeleceram no Brasil as novas faculdades de Filosofia.
O artigo começa a abordar o assunto sobre literatura tinha um caráter excepcional, restrito e contundente próprio da vanguarda .A literatura predominante e mais aceita na época era a que tinha a literatura portuguesa como exemplo ,ou seja ,era uma cultura fingida feita para que os estrangeiros a vissem já a poesia teve um grande salto de evolução entre 1930 e 1940 pois foi quando a consolidação e difusão da poética modernista entrar em cena mas após essa década a extensão da literatura regional foi que teve seu grande destaque ,cuja seu significado passou a se tornar como caráter nacional ,ou seja ,ligada a própria literatura brasileira.
“Foi como se a literatura tivesse desenvolvido para o leitor uma visão renomada, não convencional, do seu país visto como um conjunto diversificado, mas solidário” (p.p 30).
No Brasil ,assim como a Europa e os Estados Unidos ,os intelectuais começaram a seguir novas ideologias como o consumismo e o fascismo, por exemplo, deixando expor sua opinião política. Os anos 30 foram o período em que mais houve adeptos ao movimento esquerdista e curiosos a respeito da União Soviética. O autor destaca que também nesse período surgiram os primeiros livros Marxistas, dando destaque aos escritores Castro Rebelo e Caio Prado Junior.
Candido comenta brevemente que quanto ao negro,a grande colaboração veio dos próprios brancos ao estudarem esse tema.Ele destaca os autores Gilberto Freyre,Nina Rodrigues,Arthur Ramos,Sergio Buarque de Holanda e novamente Caio Prado Jr.
“Lembre-se nesta chave o papel dos recém-fundados cursos superiores de filosofia, ciência sociais, historia, letras, bem como a difusão do ensino da sociologia no nível médio.Isto contribuiu para desenvolver o critico analítico nos estudos sobre o Brasil,com incremento do interesse pelos grupos ate então menos estudados,ou estudados com ilusões deformadoras:alem do negro,o índio,o trabalhador rural,o operário,o pobre” (p.p 32).
O autor finaliza o artigo dizendo que a Revolução de 30 foi positiva no campo cultural, já que abriu nova “porta democrática” possibilitando a todos o acesso a cultura, destacando o novo estilo de poesia, a musica como arte, a nova literatura e entre outros, sendo por tanto a nova cultura moderna que entrava em cena nesse momento.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
INDICAÇÃO DE LIVROS
Olá a todos estou passando uma lista de livros em que eu tive o prazer de ler e indico para aqueles amantes da leitura ou aqueles que gostam de estar bem informado no seu cotidiano.
1° Amor e Sexo na Grecia Antiga-Reinholdo Aloysio Ullmann
2° A Idade Media Explicada aos Meus Filhos-Jacques Le Goff
3° A Escola dos Annales-Peter Burque
4° A Era das Revoluções-Eric J.Hobsbawn
5° A Revolução Boliviana-Everaldo de Andrade
6° Historia da Vida Privada no Brasil-Coleção Fernando A. Novais
7° Historia do Brasil-Boris Fausto
8° A Historia nos Filmes,os Filmes na Historia-Robert A.Rosenstone
9° A Era do Capital-Eric J.Hobsbawn
1° Amor e Sexo na Grecia Antiga-Reinholdo Aloysio Ullmann
2° A Idade Media Explicada aos Meus Filhos-Jacques Le Goff
3° A Escola dos Annales-Peter Burque
4° A Era das Revoluções-Eric J.Hobsbawn
5° A Revolução Boliviana-Everaldo de Andrade
6° Historia da Vida Privada no Brasil-Coleção Fernando A. Novais
7° Historia do Brasil-Boris Fausto
8° A Historia nos Filmes,os Filmes na Historia-Robert A.Rosenstone
9° A Era do Capital-Eric J.Hobsbawn
quinta-feira, 9 de junho de 2011
CONTRIBUIÇÃO DOS HISTORIADORES
A grande contribuição que os historiadores fizeram para o movimento nacionalista foi o de passar um pensamento, ou melhor, sentimento de igualdade, criando uma consciência de cultura coletiva. Já que isso passava despercebido pelos lideres e povos do século XIX, e os historiadores trazem isso a realidade mostrando que tendo consciência de igualdade e fazendo com que isso se torne coletivo faz gerar o que chamamos de fato cultural.
Com essa nova visão da particularidade cultural faz com que muitos países do ocidente afirmam assim suas características próprias, ou seja, passando do sentimento monárquico ao sentimento nacionalista.
Com esse pensamento coletivo,começemos a enxergar o que todos tem em comum e isso faz com que criamos a personalidade nacionalista que tanto amamos em ter.
Com essa nova visão da particularidade cultural faz com que muitos países do ocidente afirmam assim suas características próprias, ou seja, passando do sentimento monárquico ao sentimento nacionalista.
Com esse pensamento coletivo,começemos a enxergar o que todos tem em comum e isso faz com que criamos a personalidade nacionalista que tanto amamos em ter.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
REVOLTA DA VACINA
A REVOLTA DA VACINA
Em 1903 Rodrigues Alves toma posse como presidente da republica continuando a politica hegemônica paulista. Seu programa de governo era em primeiro lugar mudar a imagem do Rio de Janeiro na época capital do Brasil, o Rio era uma cidade com total falta de infraestrutura para as realizações comerciais feita no país e ainda possuía problemas relacionados a saúde; a cidade era suja e cheia de doenças epidêmicas que ceifavam a vida de muitos moradores e estrangeiros que passava pela cidade, sendo conhecida internacionalmente como “o túmulo dos estrangeiros”.
O presidente Rodrigues Alves, iniciou seu programa dando total liberdade e independência para o engenheiro Francisco Passos nomeando-o prefeito, ele iria reformar o porto e revitalizar as ruas da cidade e o médico sanitarista Oswaldo Cruz para acabar com as doenças epidêmicas.
O então prefeito Francisco Passos inicia as reformas no porto e logo depois nas ruas alargando-as e asfaltando-as; dessa reforma muitas casas, casarões e cortiços foram derrubados um grande número de pobres que moravam nestes lugares tiveram que ir para as periferias e morros, e outros continuaram no centro da cidade morando na rua. Esta medida aumentou o preço dos aluguéis e tornou a habitação mais insalubre do que antes.
Depois das medidas das reformas do Rio, o Dr. Oswaldo Cruz iniciou suas campanhas em combate as doenças, trazendo muitas desconforto ao povo carioca; na luta para exterminar o mosquito da febre amarela os agentes de saúde na operação mata-mosquito invadiam as residencias; depois contra a peste o governo comprava os ratos como incentivo para a população caçá-los, teve gente que nesse período criava ratos só para vender ao governo; a medida que mais causou a revolta foi a regulamentação da vacina obrigatória; o povo era obrigado a se vacinar, pois sem a vacina não conseguiriam se matricular em escolas, casar-se, serem admitidos em industrias. A oposição insuflava a massa com artigos e charges nos jornais e com discursos contra a vacina, surgindo assim A Liga Contra a Vacina.
Entre 10 e 16 de novembro de 1904 Rio de Janeiro parecia um campo de batalha, populares lutando contra o governo, contra a vacina, contra a policia; a oposição querendo tomar conta da revolta para dar um golpe militar, porém a revolta era do povo então eles perderam o controle e não conseguiram dar o golpe. O governo põe a policia nas ruas, armam os bombeiros, chamam o exército e até mesmo a guarda nacional para conter o povo que também se arma com ferramentas e restos de construções das obras do Rio e as armas de fogo são saqueadas de delegacias, lojas e até mesmo cedidas pelos comerciantes. No final de tudo isso houve mortes, muitos feridos, muitos presos e muitos enviados para o Acre.
O que levou o povo a revolta foi a forma como o governo os tratava, sem um mínimo de respeito privando-os de moradia, do acesso ao centro da cidade (pois muitos tiveram que ir para periferias e morros), do respeito a sua privacidade, da falta de informação em relação a vacina, da forma abusiva e autoritária em que estas medidas foram tomadas tendo como os únicos prejudicados a massa pobre tirando o pouco que lhe restavam.
Bibliografia:
• SEVENCENKO, Nicolau. A Revolta da Vacina. São Paulo, Ed. Scipione, 1993.
• SCLIAR, Moacyr. Sonhos tropicais. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
ESCRITO POR :CRISTIANE MEDEIROS
Em 1903 Rodrigues Alves toma posse como presidente da republica continuando a politica hegemônica paulista. Seu programa de governo era em primeiro lugar mudar a imagem do Rio de Janeiro na época capital do Brasil, o Rio era uma cidade com total falta de infraestrutura para as realizações comerciais feita no país e ainda possuía problemas relacionados a saúde; a cidade era suja e cheia de doenças epidêmicas que ceifavam a vida de muitos moradores e estrangeiros que passava pela cidade, sendo conhecida internacionalmente como “o túmulo dos estrangeiros”.
O presidente Rodrigues Alves, iniciou seu programa dando total liberdade e independência para o engenheiro Francisco Passos nomeando-o prefeito, ele iria reformar o porto e revitalizar as ruas da cidade e o médico sanitarista Oswaldo Cruz para acabar com as doenças epidêmicas.
O então prefeito Francisco Passos inicia as reformas no porto e logo depois nas ruas alargando-as e asfaltando-as; dessa reforma muitas casas, casarões e cortiços foram derrubados um grande número de pobres que moravam nestes lugares tiveram que ir para as periferias e morros, e outros continuaram no centro da cidade morando na rua. Esta medida aumentou o preço dos aluguéis e tornou a habitação mais insalubre do que antes.
Depois das medidas das reformas do Rio, o Dr. Oswaldo Cruz iniciou suas campanhas em combate as doenças, trazendo muitas desconforto ao povo carioca; na luta para exterminar o mosquito da febre amarela os agentes de saúde na operação mata-mosquito invadiam as residencias; depois contra a peste o governo comprava os ratos como incentivo para a população caçá-los, teve gente que nesse período criava ratos só para vender ao governo; a medida que mais causou a revolta foi a regulamentação da vacina obrigatória; o povo era obrigado a se vacinar, pois sem a vacina não conseguiriam se matricular em escolas, casar-se, serem admitidos em industrias. A oposição insuflava a massa com artigos e charges nos jornais e com discursos contra a vacina, surgindo assim A Liga Contra a Vacina.
Entre 10 e 16 de novembro de 1904 Rio de Janeiro parecia um campo de batalha, populares lutando contra o governo, contra a vacina, contra a policia; a oposição querendo tomar conta da revolta para dar um golpe militar, porém a revolta era do povo então eles perderam o controle e não conseguiram dar o golpe. O governo põe a policia nas ruas, armam os bombeiros, chamam o exército e até mesmo a guarda nacional para conter o povo que também se arma com ferramentas e restos de construções das obras do Rio e as armas de fogo são saqueadas de delegacias, lojas e até mesmo cedidas pelos comerciantes. No final de tudo isso houve mortes, muitos feridos, muitos presos e muitos enviados para o Acre.
O que levou o povo a revolta foi a forma como o governo os tratava, sem um mínimo de respeito privando-os de moradia, do acesso ao centro da cidade (pois muitos tiveram que ir para periferias e morros), do respeito a sua privacidade, da falta de informação em relação a vacina, da forma abusiva e autoritária em que estas medidas foram tomadas tendo como os únicos prejudicados a massa pobre tirando o pouco que lhe restavam.
Bibliografia:
• SEVENCENKO, Nicolau. A Revolta da Vacina. São Paulo, Ed. Scipione, 1993.
• SCLIAR, Moacyr. Sonhos tropicais. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
ESCRITO POR :CRISTIANE MEDEIROS
quarta-feira, 25 de maio de 2011
REATECH
A REATECH é uma feira que trás aos deficientes meios de melhoramentos para as diversas deficiências trazendo tecnologias que beneficiem esses usuários.Ela tem por objetivo trazer ao mercado consumidor produtos quem vem crescendo a cada ano em nosso país,como cadeiras de rodas e carros adaptados aos deficientes físicos.Mas o que vemos não é só um publico consumista mas sim cidadãos que lutam por seu direitos de igualdade em mundo cada vez mais desigual.
Ao que podemos perceber a REATECH, representa para os deficientes não apenas uma feira na qual são apresentados produtos de acessibilidade, mas também um marco na busca pela igualdade de direitos, e pelo fim da barreira criada pelo preconceito.
Na REATECH, mais do que equipamentos e aparelhos para todos os tipos de deficiência, o que se percebe, é uma busca pelos direitos do cidadão deficiente, que muitas vezes se vê desvalorizado, tamanha falta de preocupação com suas limitações.
Fica claro na visão do grupo que o grande objetivo da feira é fornecer uma maior acessibilidade aos deficientes para que estes tenham uma adaptação cada vez maior ao convívio social, integrando-se aos mais variados seguimentos profissionais, e estudantis, sem que os mesmos enxerguem os deficientes como pessoas incapazes de realizar tais atividades. Podemos perceber que a feira vem para trazer dignidade e esperanças para aqueles que necessitam de acessibilidade, uma vez que no cotidiano ao qual estão inseridos, muitas vezes, estes se vêem sem perspectivas de crescimento, pois somado à deficiência, encontra-se o descaso de uma sociedade que não cria meios de acessibilidade, e que aliado a este fator, ainda reprime os mesmos com discriminação e preconceito.
A feira fez com que os nossos governantes se interessassem mais pela acessibilidade e outras questões em que envolve o deficiente físico assim como fez com que percebesse mos a igualdade em que falamos mas as vezes não fazemos.A feira nos mostra o quanto esse assunto é importante não somente no Brasil mais internacionalmente e que não podemos mais ignorar esse fato.Para os deficientes essa feira foi e está sendo um dos motivos de reconhecimento por parte do mundo em relação a eles e isso faz com que a feira seja um marco e uma vitoria no reconhecimento dos deficientes.
Ao que podemos perceber a REATECH, representa para os deficientes não apenas uma feira na qual são apresentados produtos de acessibilidade, mas também um marco na busca pela igualdade de direitos, e pelo fim da barreira criada pelo preconceito.
Na REATECH, mais do que equipamentos e aparelhos para todos os tipos de deficiência, o que se percebe, é uma busca pelos direitos do cidadão deficiente, que muitas vezes se vê desvalorizado, tamanha falta de preocupação com suas limitações.
Fica claro na visão do grupo que o grande objetivo da feira é fornecer uma maior acessibilidade aos deficientes para que estes tenham uma adaptação cada vez maior ao convívio social, integrando-se aos mais variados seguimentos profissionais, e estudantis, sem que os mesmos enxerguem os deficientes como pessoas incapazes de realizar tais atividades. Podemos perceber que a feira vem para trazer dignidade e esperanças para aqueles que necessitam de acessibilidade, uma vez que no cotidiano ao qual estão inseridos, muitas vezes, estes se vêem sem perspectivas de crescimento, pois somado à deficiência, encontra-se o descaso de uma sociedade que não cria meios de acessibilidade, e que aliado a este fator, ainda reprime os mesmos com discriminação e preconceito.
A feira fez com que os nossos governantes se interessassem mais pela acessibilidade e outras questões em que envolve o deficiente físico assim como fez com que percebesse mos a igualdade em que falamos mas as vezes não fazemos.A feira nos mostra o quanto esse assunto é importante não somente no Brasil mais internacionalmente e que não podemos mais ignorar esse fato.Para os deficientes essa feira foi e está sendo um dos motivos de reconhecimento por parte do mundo em relação a eles e isso faz com que a feira seja um marco e uma vitoria no reconhecimento dos deficientes.
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